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01/09/2022

A Flauta Mágica e a Maçônaria

 


Ritual Maçônico de São João, como sendo o praticado pela loja vienense onde Mozart havia sido iniciado. Embora não reproduza todo o ritual, o texto é muito interessante. Representada pela primeira vez no Theater auf der Wieden de Viena, a 30 de setembro de 1791, a obra obteve um êxito imediato, perante a satisfação de Mozart, apesar de o músico escrever, a 7-8 de outubro do mesmo ano: "Aquilo que me faz mais feliz é a aprovação silenciosa!". Decorria o ano de 1790 e a capital austríaca estava a atravessar um árduo período de desorientação sombria. A dura fase de adaptação imposta pela subida ao trono de Leopoldo II, sucessor do seu irmão José II, não era certamente facilitada, devido às preocupantes notícias procedentes da França, que naquela época estava submergida em plena revolução. Naquele clima de incertezas e suspeitas, a maçonaria, em particular, que tanto despertara o interesse de Mozart, especialmente pelo espírito de fraternidade que promovia, caiu em desgraça. Por outro lado, o compositor também não estava a viver a época mais fácil da sua vida. A saúde dava-lhe continuamente razões para preocupar-se, a sua situação financeira  estava seriamente comprometida e o teatro da corte afastara Lorenzo da Ponte, grande amigo de Mozart e seu libretista mais valioso, da sua convivência. Foi exatamente nesse momento que Emanuel Johann Schikaneder, empresário de um pequeno teatro popular situado nos arredores de Viena, o Freihaus Theather, propôs a Mozart a composição da música para um singspiel , a opereta alemã. 

Este gênero, bastante recente na época, estava diretamente inspirado na Opéra comique francesa (muito apreciada em Viena desde 1752) e abrangia uma combinação heterogênea de diversos ingredientes que iam da ária italiana à romança francesa, passando pelos lieder alemães. A proposta de Schikaneder não podia deixar de suscitar o entusiasmo de Mozart que, dois anos antes, numa carta dirigida ao seu pai, afirmara ser "capaz de adaptar ou imitar qualquer gênero musical ou estilo de composição". O compositor sentia também uma simpatia bastante especial por Schikaneder, autor do libreto e, sobretudo, extravagante personagem, admirador incondicional do teatro espetacular, excelente intérprete das obras de William Shakespeare e, na sua forma de viver, abertamente contrário a todas as convenções sociais. As fontes literárias que influíram mais diretamente na obra do libretista foram Sethus, o romance de J. Terrason (que contém abundantes referências aos ritos egípcios e às provas de inciação), e a fábula Lulú, de Liebeskind, que se inseria no inesgotável filão da Zauberoper (ópera mágica), um gênero que ganhava cada vez mais popularidade nos teatros alemães, graças sobretudo, aos fascinantes efeitos conseguidos pelas encenações na representação dos elementos mágicos. Na verdade, o texto sofreu uma transformação profunda durante a fase de redação. Essa transformação teve como resultado final um libreto de aspecto muito diferente ao dos textos puramente fantásticos que durante aqueles anos estavam muito em voga. 

Isso deveu-se, sem qualquer dúvida, ao acréscimo de ritos de clara inspiração maçônica, que contribuíram bastante para enriquecer o significado íntimo da ópera. No que diz respeito à música desta ópera, a grandeza e genialidade de Mozart reside por um lado, em ter sabido conferir, de uma maneira verdadeiramente magistral, uma grande unidade às diversas vertentes estilísticas típicas do Singspiel, elaborando novíssimos princípios formais e também de equilíbrio e por outro lado, em ter utilizado, com uma destreza que poderia ser considerada excepcional, o vasto panorama dos estilos como poderoso meio expressivo. 

O êxito de A Flauta Mágica foi imediato e colossal. Basta mencionar que, só no primeiro ano foram efetuadas mais de uma centena de representações, e que o próprio Goethe declarou que aquela música era a única digna de acompanhar seu Fausto. No entanto, Mozart saboreou muito pouco da aceitação unânime do público, visto que morreu cerca de um mês depois da estréia. A Flauta Mágica e a sua relação intensa com a Maçonaria Quando surgiu o primeiro libreto impresso de A Flauta Mágica que deveria coincidir com a estréia da ópera, os leitores se depararam com uma página de rosto executada pelo próprio gravador, Ignaz Alberti, um membro da Loja Maçônica de Mozart Zur gekrönten Hoffnung. 

Para os não-iniciados esta folha papel poderia parecer então uma conhecida reprodução de uma escavação arqueológica no Egito: à esquerda, a base de uma pirâmide com alguns símbolos (inclusive Ibis); no meio, uma série de arcos conduzindo a uma parede com nichos e um portal redondo, tudo isto inundado de luz. Do arco do meio vê-se pendurada uma corrente com uma estrela de cinco pontas. À direita, um elaborado vaso rococó com estranhas figuras agachadas na base; no primeiro plano, uma colher de pedreiro, um par de compassos, uma ampulheta e fragmentos em ruínas. 

Muitas pessoas acreditavam estar vendo uma obscura visão oriental; algumas damas e cavalheiros da classe média, sem dúvida, pensaram no culto de Ísis e Osíris. Porém, alguns membros da platéia sabiam que aquele simbolismo referia-se, numa série completa de inequívocas alusões, à Antiga e Venerável Ordem da Maçonaria. Estes homens (as Lojas maçônicas para mulheres só existiam na França), que ainda pertenciam à confraria (claudicante em 1791 e não mais a brilhante sociedade de elite de meados de 1780 como tinha sido em Viena na época em que Mozart e Haydn ingressaram na Maçonaria) deveriam estar se perguntando se seus segredos não teriam sido revelados. E caso, como geralmente acontece quando se folheia despreocupadamente um libreto, deparassem com a última página, teriam lido com considerável as seguintes palavras (que é o último parágrafo do último movimento da ópera): 

 Heil sey euch Geweithen! Ihr drängt durch die Nacht! Dank sey dir, Osiris und Isis, gebracht! Es siegte die Stärke, und krönet zum Lohn Die Schönheit und Weisheit mit ewiger. (Salve sagradas criaturas que se impõem através da noite! Agradecimentos a vós, Osiris e Isis, sejam apresentados! A força venceu, e como recompensa Apresenta a eterna coroa à beleza e à sabedoria.)

 No ritual maçônico de São João, quase no final da reunião na Loja, estas mesmas palavras (Mozart teria as ouvido na versão alemã) eram proferidas: "Weisheit...Schönheit...Stärke", formando também um triângulo central do trigésimo terceiro grau do chamado Ritual Maçônico Escocês — que poderia ser considerado um paralelo ou uma extensão da cerimônia de São João.  Sentindo -se desconfortavelmente preparados para algo um tanto relacionado com o ritual maçônico, diversos Irmãos naquela platéia de 1791 teriam ficado ainda mais chocados quando, no meio da Abertura, ouviram, após uma pausa na músicas, em continuação a um tempo muito lento (Adagio) em três-vezes-três acordes o seguinte Parte do ritual maçônico é o emprego de um bater rítmicos três vezes sucessivas. Esta é a parte central da cerimônia, sendo repetida diversas vezes - como o tema em A Flauta Mágica. Segundo Philippe A. Autexier, que editou um livro sobre Mozart e A Flauta Mágica, nas Lojas vienenese do Século XVIII, o ritual empregado nessa época de Mozart continha ritmos característicos para cada grau: — U — para o Aprendiz U — — para o Companheiro U U — para o Mestre Portanto, os repetitivos acordes três-vezes-três se refeream ao Companheiro ou Segundo Grau. À medida que a ópera se desenrolava, os maçons da platéia deviam ficar estupefatos: um símbolo atrás do outro advinha da Confraria. 

O número simbólico três domina toda a obra: três bemóis na clave principal (Mi bemol maior), três meninos, três senhoras. Tamino é obviamente apresentado como um "profano" (ou seja, um não maçom), em seguida como um neófito (observem sua conversa com o orador, I ato, Cena 15: o orador lhe pergunta: "Wo willst du kühner Fremdling, hin? Was suchst du hier im Heiligthum?" (Onde quéres ir, intrépido estrangeiro? Que procuras neste lugar sacro?), depois como um jovem maçom com o grau de Aprendiz (com sua cerimônica de viagem e voto de silêncio) e mais tarde, no segundo grau, como Companheiro (com o voto de jejum), e por fim o terceiro grau, Mestre (II Ato, Cena 21) A passagem simbólica da escuridão para a luz, parte integram da cerimônia de São João, ocorre com um brilhante efeito em A Flauta Mágica, sendo claramente indicada na ilustração do libreto de 1791. Porém Mozart e Schikaneder pretendiam mostrar mais do que a Maçonaria na cerimônia de São João, representado também os graus mais altos (os chamados Graus Escoceses). 

Na cena 28 do II Ato a cortina se abre, mostrando dois homens vestidos com armaduras negras e em seguida Tamino e Pamina. É o início das famosas provas de fogo e água, que nos conduzem a um outro mundo maçônico: o soberano Grau Rosa-Cruz, o décimo oitavo no "Antigo e Aceito Rito Escocês 33º". O libreto original de 1791 observa discretamente que "eles (os homens armados) lêem para ele (Tamino) a escrita transparente que está gravada numa pirâmide". Ao som das palavras "fogo, água, ar e terra" o tetragrama sagrado JHVH talvez aparecesse por ser a parte central deste Grau Rosa-Cruz. 

A 30ª cena no II Ato em que Monostatos, o criado africano, junto com a Rainha da Noite e seu cortejo, tentam invadir e destruir o templo de Sarastro é um simbolismo do 30º grau do Rito Escocês, o "Grau da Vingança", enquanto que o final da ópera, II Ato, Cena 33, quando a escuridão (a Rainha da Noite) foi vencida e a luz (Sarastro, Tamino/Pamina, Papageno/Papagena) triunfa é representado pelo grau final (33º) do rito escocês — no triângulo cujo significado é "sabedoria, beleza e força" (Weisheit, Schönheit, Stärke), como no libreto. O lema do 33º é Ordo ab Chao (ordem advinda do caos) ou da escuridão para a luz. 

Para sublinhar a parte musical desta importante cena da Cruz Soberana com os homens armados, Mozart escolheu um tipo de prelúdio coral, empregando a antiga melodia luterana de 1524 "Ach Gott, von Himmel sieh darein" (ele havia escrito estas palavras num contexto diverso como um estudo contrapotístico para sua aluna Barbara Ployer ou no livro manuscrito de outra pessoa em 1784). A solenidade desta parte da ópera é assim diferente de qualquer experiência austríaca ou católica. É uma solenidade bíblica e com isso quero dizer, derivada da Bíblia. Ver Isaías 43:2: Quando passares pelas águas eu estarei contigo: quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Caso você, leitor, passe a encarar todo este simbolismo numerológico com ceticismo, com certeza devo acrescentar que a introdução orquestral desta cena contém dezoito grupos de notas. Sarastro, o Sumo Sacerdote (ou seja, Venerável Mestre da Loja) aparece pela primeira vez no I Ato, na cena 18. No começo do II Ato, Sarastro e seus sacerdotes entram: em cena estão (como o libreto de 1791 faz questão de especificar) precisamente dezoito sacerdotes e dezoito cadeiras e a primeira parte do coro que eles cantam, O Isis und Osiris, tem a duração de dezoito compassos. Quando Papageno interroga a monstruosa velha, que se tornará Papagena, quantos anos tem, ela responde: Dezoito (provocando sempre hilariedade na platéia). E quando os três meninos aparecem suspensos no palco em uma máquina (o libreto de 1791 enfatiza) ela está "coberta de rosas" . Porém abandonando esta fascinação hipnótica com o 18º (Rosa-Cruz) devemos lembrar que dezoito é formado por seis vezes três, e três na verdade é o número simbólico crucial e básico da ópera. (Enquanto o Rito Escocês sempre fora uma organização de elite, o ritual mais comum de São João seria o mais familiar para os maçons vienenses que assistiram à primeira representação de A Flauta Mágica.) 

Num livreto publicado em Londres em 1725 intitulado O grande mistério da Maçonaria revelado, lemos o seguinte trecho: Exame ao entrar na Loja: P. Quantas Jóias preciosas? R. Três; um prato quadrado, um Diamante e um Quadrado. P. Quantas luzes? R. Três; uma Leste à direita, Sul e Oeste.  P. O que representam? R. As Três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. P. Quantos degraus pertencem a um verdadeiro maçom? R. Três. P. Quantos Pontos particulares pertencem a um verdadeiro maçom?  R. Três: Fraternidade, Fidelidade e Seriedade, P. O que representam? R. Amor Fraternal, Lenitivo e Verdade entre todos os verdadeiros maçons; para o qual todos os maçons foram ordenados no Edifício da Torre de Babel e no Templo de Jerusalém. 

Em 1723, outra publicação revelava:  Se um Mestre-maçom queres ser Observa bem a Regra dos Três... Portanto, ao acabar de ouvir A Flauta Mágica o maçom freqüentador do Freyhaustheatjer auf der Wieden se deu conta de ter escutado a primeira ópera maçônica. É evidente que o ritual propriamente dito não era apresentado em cena, mas havia suficientes indícios, exibidos de forma oblíqua e fortemente ilustrados por numerologia, para não deixar dúvidas sobre seu conteúdo maçônico. E como isto foi possível? Na publicação de 1725, já citada, lemos: P. Em nome de .... c, você é um maçom? O que é um maçom? R. Um homem vindo de um home, nascido de uma mulher, Irmão de um Rei. P. O que é um confrade? R. Um Companheiro de um Príncipe. P. Como saberei se você é um maçom? R. Através de Sinais, Provas e Normas da minha Iniciação. P. Qual é a Norma da sua Iniciação? R. Ouço e Escondo, sob a penalidade de ter minha Garganta cortada, ou minha Língua arrancada de minha Cabeça. 

Deve ter havido, portanto, razões muito prementes para Mozart e Schikaneder haverem rompido este juramenteo de silêncio, tendo sido sugerido há muito tempo (sugestão esta que foi reforçada por três médicos alemães num livro intitulado Mozarts Tod [ A Morte de Mozart ] publicado em 1791 onde eles usam o termo "assasinato ritual") que os maçons mataram Mozart. Existem simplesmente dois fatos que tornam esta teoria — considerada muito plausível nos dias de hoje — não só improvável como inexeqüível. A primeira é que ninguém assassinou Schikaneder, que foi tão responsável quanto Mozart "ao trair os segredos maçônicos". ( Schikaneder tinha entrado para a Confraria em em Regensburg, mas nunca se aliara à Loja de São João em Viena.) Schikaneder continuou vivendo, até a "venerável" (para a época) idade de 61 anos e morrei em 1812 louco, é verdade, mas os maçons não podem ser responsáveis por isso uma vez que deixaram de existir oficialmente em 1795 e a morte de Schikaneder ocorreu dezessete anos mais tarde. 

O segundo fato é igualmente, senão mais, convincente: a própria Loja de Mozart Zur Gekrönten Hoffnung celebrou uma Loja das Tristezas para o compositor, imprimiu o discurso principal, assim também a cantata Maçônica (K-623) que Mozart havia escrito pouco antes de morrer. Portanto deve ter havido uma outra razão pela qual Mozart e Schikaneder tiveram permissão para escolher um tema de ópera que glorificava a Maçonaria. Trata-se de um ponto que muitos pesquisadores negligenciaram ou interpretaram mal, mas que pode ser solucionado após se examinar os arquivos maçônicos mantidos pela polícia austríaca durante aquele período. A verdade é que a Maçonaria na Áustria estava em perigo iminente de extinção — como se pode verificar com o fechamento voluntário, pelos maçons, das suas Lojas em 1794; enquanto que em 1795, um jovem e novo Imperador proibia todas as sociedades secretas, incluindo, é claro, a Maçonaria. O motivo para este repentino perigo em que os maçons se encontraram teria sido o pretenso envolvimento dos mesmos com a Revolução Francesa e o jacobinismo, e com um movimento semelhante na Áustria, que a polícia secreta — com razão, como foi comprovado mais tarde — suspeitava existir. Em Viena, enquanto A Flauta Mágica estava em cartaz, Leopoldo II observava com crescente apreensão o que acontecia na França e esta mesma apreensão estava se tornando um medo quase paranóico em sua intensidade nas mentes da polícia secreta e outros membros do governo austríaco.


Fonte:
http://www.suigeneris.pro.br/literatura_variedades14.htm (Fora do ar)

01/08/2022

Painéis de Loja da Maçonaria



Painel da Loja de Aprendiz

 

 

Painel da Loja de Aprendiz

 

 

Painel da Loja de Aprendiz

 

Painel da Loja de Aprendiz



Painéis



Abóbada Celeste


 

15/10/2021

Mandamentos da Maçonaria


Ou 33 Preceitos da Ordem Maçônica



1. Adora o Grande Arquiteto do Universo.

2. O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto do Universo consiste nas boas obras.

3. Tem sempre a tua ala em estado de pureza para que possas aparecer de um momento para outro na presença do Grande Arquiteto do Universo.

4. Não sejas fácil em te encolerizar. A ira é sinal de fraqueza.

5. Escuta sempre a voz de tua consciência.

6. Detesta a avareza, porque quem ama demasiadamente a riqueza, nenhum fruto tirará dela, consistindo isso em egoísmo.

7. É na honra e na justiça que está a vida. O caminho extraviado conduz à morte espiritual.

8. Faz o bem pelo próprio bem.

9. Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.

10. Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra, nem te degrada. O modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens.

11. Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflexione e trabalha, ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti mesmo.

12. Contenta-te com tudo e com todos.

13. Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas.

14. Sê entre os profanos, sem rudeza, superior sem orgulho, humilde sem baixeza, e entre os irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo.

15. Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.

16. Exato observador dos homens e das coisas atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for à camada social, posição e fortuna a que pertença.

17. Se o Grande Arquiteto do Universo te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da providência. Faz com que até os 12 anos tenha temos de ti, até os 20 te ame e até a morte te respeite. Até os 12, sê teu mestre, até os 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras, que te deva retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia.

18. Ama o tem próximo como a ti mesmo.

19. Não faças o mal, embora não esperes o bem.

20. Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém.

21. Sê o amparo dos aflitos, cada lamento que tua dureza provocar são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça.

22. Com o faminto reparte o tem pão, aos pobres e forasteiros da hospitalidade.

23. Dá de vestir aos nus, mesmo em prejuízo do teu conforto.

24. Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.

25. Não lisonjeies nunca teu irmão. Isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem, receia que te corrompam.

26. Respeite a mulher. Não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desenrá-la.

27. Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com os grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tuda consciência e princípios de sã moral.

28. O coração dos justos está onde se pratica a virtude e o dos tolos onde se festeja a vaidade.

29. Não prometas nunca sem a intenção de cumprir, ninguém é obrigado a prometer, mas prometendo é responsável.

30. Dá sempre com satistação, porque mais vale uma negatvia delicada do que uma esmola que humilhe.

31. Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro.

32. Faz do teu corpo um templo, do teu coração um altar e do teu espírito uma apóstolo do amor, da verdade e da justiça.

33. Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquitto do Universo.

 

03/09/2021

Maximas Maçonicas e Código Moral

 

Maximas Maçonicas

01) ADORA O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, QUE É DEUS.
02) AMA O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
03) NÃO FAÇAS MAL A NINGUÉM, MAS ANTES, FAZE O BEM QUE PUDERES, PELO AMOR AO PRÓPRIO BEM, MESMO AOS INIMIGOS, SE É QUE ASPIRAS À PERFEIÇÃO; PORQUE NÃO SÓ ÉS RESPONSÁVEL PELO MAL QUE FIZERES, MAS TAMBÉM PELO BEM QUE DEIXARES DE FAZER.
04) ESCUTA SEMPRE A VOZ DA TUA CONSCIÊNCIA: ELA É UM DOS TEUS JUIZES.
05) CONHECE-TE A TI MESMO: CORRIGE OS TEUS DEFEITOS E VENCE AS TUAS PAIXÕES.
06) NOS TEUS ATOS MAIS SECRETOS, SABE QUE HÁ O OLHO ONIVIDENTE DA PROVIDÊNCIA: ELE TE VÊ. SUPÕE SEMPRE QUE TENS O MUNDO POR TESTEMUNHA.
07) ESTIMA OS BONS, ALENTA OS FRACOS, ATENDE AOS MAUS E NÃO ODEIES A NINGUÉM.
08) NÃO JULGUES SUPERFICIALMENTE AS AÇÕES DE TEUS IRMÃOS; LOUVA POUCO E CENSURA MUITO MENOS AINDA; LEMBRA-TE QUE, PARA JULGAR O HOMEM, É NECESSÁRIO SONDAR-LHE A CONSCIÊNCIA E ESQUADRINHAR-LHE AS INTENÇÕES. O JULGAMENTO PERTENCE AO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, PORQUE SÓ ELE PODE SONDAR O CORAÇÃO DAS CRIATURAS.
09) DIZE A VERDADE , PRATICA A JUSTIÇA, PROCEDE COM RETIDÃO.
10) NUNCA BAJULES: É UMA TRAIÇÃO; SE ALGUÉM TE BAJULAR, TOMA CUIDADO, PARA QUE NÃO TE CORROMPA.
11) RESPEITA O PEREGRINO NACIONAL OU ESTRANGEIRO E AUXILIA-O SEMPRE.
12) DEIXA FALAR OS HOMENS: CADA UM SÓ DÁ O QUE TEM.
13) SUPORTA TUDO COM RESIGNAÇÃO E TEM SEMPRE CONFIANÇA NO FUTURO, POIS SE AGIRES CORRETAMENTE, NENHUMA FORÇA TE IMPEDIRÁ DE CHEGARES AO BOM TERMO.
14) RESPEITA A MULHER, NÃO ABUSES JAMAIS DE SUA DEBILIDADE, DEFENDE-A SEMPRE, ANTES QUEIRA MORRER DO QUE DESONRÁ-LA.
15) EVITA AS QUESTÕES, PREVINE OS INSULTOS E PROCURA SEMPRE TER A RAZÃO DO TEU LADO.
16) FALA MODERADAMENTE COM OS PEQUENOS, PRUDENTEMENTE COM OS GRANDES, SINCERAMENTE COM OS TEUS IGUAIS E OS TEUS AMIGOS, DOCEMENTE COM OS QUE SOFREM, MAS SEMPRE DE ACORDO COM A TUA CONSCIÊNCIA E PRINCÍPIOS DE SÃ MORAL.
17) LÊ E MEDITA, OBSERVA E IMITA O QUE FOR BOM, REFLETE E TRABALHA, OCUPA-TE DO BEM-ESTAR DOS TEUS IRMÃOS E ASSIM CONTRIBUIRÁS PARA O BEM COLETIVO.
18) NÃO TE ENVERGONHES DO TEU DESTINO, PENSA QUE ESTE NÃO TE DESONRA NEM TE DEGRADA; O MODO COMO DESEMPENHAS A TUA MISSÃO É QUE TE ENALTECE OU AMESQUINHA PERANTE OS HOMENS.
19) NUNCA PROMETAS COM A INTENÇÃO DE NÃO CUMPRIR. NINGUÉM É OBRIGADO A PROMETER, MAS, PROMETENDO, É RESPONSÁVEL.
20) A TOLERÂNCIA NÃO VAI A PONTO DE PROTEGER ATOS IMORAIS.
21) SÊ O AMPARO DOS AFLITOS.TOLERA TODAS AS CRENÇAS E TODOS OS CULTOS, MAS TENS O DEVER DE LUTAR CONTRA A SUPERSTIÇÃO E A IGNORÂNCIA.
22) EDUCA, ENSINA; ESCLARECE, INSPIRADO PELA CIRCUNSPEÇÃO E PELA BENEVOLÊNCIA, AOS OUTROS COM O TEU CONSELHO.
23) JUSTO(A) E VALOROSO,(A) DEFENDE O OPRIMIDO E PROTEGE A INOCÊNCIA, NÃO EXALTANDO JAMAIS OS SERVIÇOS PRESTADOS.
24) PROCEDE DE TAL MANEIRA QUE A RAZÃO FIQUE SEMPRE A SEU LADO.
25) AMA A PÁTRIA E A LIBERDADE; SÊ BONS CIDADÃO(a), BOM ESPOSO(a), BOM PAI, BOA MÃE, BOM FILHO(a), BOM IRMÃO(a) E BOM AMIGO(a).
26) COM O FAMINTO REPARTE O TEU PÃO, AOS POBRES E FORASTEIROS DÁ HOSPITALIDADE.
27) CUMPRE O TEU DEVER, ACONTEÇA O QUE ACONTECER.
28) TRABALHA SOBRE O PEDESTAL DA JUSTIÇA, DA VERDADE, DA HONRA E DO PROGRESSO.
29) TEM POR DIVISA: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE.
30) TEM FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE: FÉ – COMO QUEM VÊ O INFINITO; ESPERANÇA – COMO QUEM OLHA PARA O CÉU E CARIDADE COMO QUEM VÊ O CÉU E A TERRA.
31) NÃO SEJAS FÁCIL EM TE ENCOLERIZARES, A IRA É SINAL DE FRAQUEZA.
32) FAZ DO TEU CORPO UM TEMPLO, DO TEU CORAÇÃO UM ALTAR, E DO TEU ESPÍRITO UM APÓSTOLO DO AMOR, DA VERDADE E DA JUSTIÇA.
33) SÊ JUSTO, PORQUE A EQUIDADE É O SUSTENTÁCULO DO GÊNERO HUMANO.




Código Moral Maçonico



Cada área tem características próprias, mas em todas precisamos ser pautados em Leis que nos mantenham na senda da Virtude e que nos afastem dos atalhos nefastos do Vício. Sem a pretensão que letras mudem nossa condição de humanos e nos transformem em iluminados, apresento abaixo o CÓD.’. MOR.’. MAÇ.’. Aqui são apenas palavras, ao lê-las gerarão pensamentos, reflita e as transforme em ações:

01) Venere o Grande Arquiteto do Universo.
02) O verdadeiro culto que se dá ao Grande Arquiteto consiste principalmente nas boas obras.
03) Tenha sempre tua alma em estado de pureza, para aparecer dignamente diante de tua consciência.
04) Ame o semelhante como a ti mesmo.
05) Faça o bem por amor ao próprio bem.
06) Estime aos que são bons, lamente os débeis, fuja dos maus, porém não odeie a ninguém.
07) Não lisonjeie exageradamente teu irmão, porém reconheça suas virtudes.
08) Escute sempre a voz da consciência.
09) Pratique a caridade.
10) Respeite o viajante; ajuda-o: sua pessoa é sagrada para ti.
11) Evite as querelas, previna os insultos, deixe que a razão seja teu guia.
12) Não te irrites com facilidade, porque a ira repousa no seio do ignorante.
13) Deteste a avareza, porém administra teus bens materiais com cuidado, para que sustente as necessidades de tua velhice, proteja a tua família e beneficie aos teus irmãos em necessidade.
14) Siga a senda da Honra e da Justiça.
15) Se tiveres um filho, regozija-te; porém sê consciente do depósito que a ti é confiado. Faça com que até aos dez anos te obedeça, até aos vinte te ame e até à morte te respeite. Até aos dez anos seja o seu mestre, até aos vinte seu pai e até à morte seu amigo. Dê-lhe bons princípios tanto quanto boas maneiras; inculca-lhe retidão esclarecida e honestidade sem mácula.
16) Se sente vergonha de tua profissão, és orgulhoso. Lembra-te que não é ela que te dará honra ou te avilta, mas sim a maneira como a exerce.
17) Leia e aproveite, vê e imite, reflita e trabalhe, ocupa-te sempre com o bem de teus Irmãos e trabalharás para ti mesmo.
18) Contenta-te de tudo, por tudo e com tudo o que não possa melhorar com teu esforço, mas quando te sentires capaz de fazê-lo, emprega todas as tuas faculdades no cumprimento da tarefa.
19) Não julgues apressadamente as ações dos homens, antes procure sondar bem seus corações para apreciar as suas obras.
20) Seja entre os profanos, livre sem licenciosidade, grande sem orgulho, humilde sem baixeza, e, entre os Irmãos, firme sem ser radical, severo sem ser inflexível e submisso sem ser servil.
21) Fale moderadamente com os grandes, prudentemente com teus iguais, sinceramente com os amigos, carinhosamente com as crianças e ternamente com os humildes.
22) Por ser Justo e valoroso defenderás o oprimido e protegerás o inocente, sem esperar recompensas pelos serviços que prestares.
23) Como bom apreciador dos homens e das coisas, não preste atenção mais que ao mérito pessoal, seja qual for a sua classe, estado ou fortuna.


30/07/2021

Graus da Maçonaria - Ilustrações

 

 

Rito Escocês



Rito de York




Graus da Maçonaria



Estrutura da Franco-Maçonaria



25/06/2021

Maçonaria - Livros / Material de Estudos





LEITURA & LIVROS INDICADOS
 
Uma parte dos livros e autores abaixo representam o material de estudo que é utilizado pela GLOMEB para elaborar as instruções dos vários graus, não apenas do REAA bem como do Rito ARABE.

A ANTIGA FRANCO MAÇONARIA – Ambelain, Robert

A ÁRVORE DA VIDA (CABALA) – HALEVI, Shimon

A CHAVE DA ALQUIMIA – Paracelso

A CHAVE DA TEOSOFIA – Blavastsky, H.P.

A CHAVE DE HIRAN - Christofher Knigth e Robert Lomas

A CHAVE DE SALOMÃO - Duquete, Lon Milo

A LINHAGEM DO SANTO GRAAL – Gardner, Laurence

A SIMBÓLICA MAÇÔNICA – Boucher, Jules

A SOCIEDADE SECRETA DOS TEMPLÁRIOS – ED. Universo dos Livros

A VIDA OCULTA NA MAÇONARIA - Leadbeater, C.W.

AS ORIGENS DA MAÇONARIA : O século da Escócia – Stevenson David

AS ORIGENS DO RITUAL NA IGREJA E NA MAÇONARIA – Blavatsky H.P.

AS ORIGENS HISTÓRICAS DA MISTICA MAÇONARIA – Castellani, Jose

CARTILHA MAÇÔNICA – Guimarães, João Francisco

CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS OU CRISTIANISMO MÍSTICO – Heindel, Max

DICIONÁRIA DE MAÇONARIA – Figueiredo, Joaquim Gervásio

DO MESTRE SECRETO E SEUS MISTÉRIOS – Editora Pensamento

DO SONHO A REALIDADE – Nogueira, Walter Jose Fachetti

DOGMA E RITUAL DE ALTA MAGIA – Levi, Eliphas

GRAU DO MESTRE MAÇOM E SEUS MISTÉRIOS – Editora Pensamento

MAÇONARIA, 100 INSTRUÇÕES DE APRENDIZ – Junior, Raymundo Della

MOISÉS E AKHENATON – A HISTÓRIA SECRETA DO EGITO NO TEMPO DO ÊXODO. Osman, Ahmed

MORAL E DOGMA – Pike, Albert

NÚMEROS, MAGIA E MISTÉRIO – Kozminsky

O EXOTERISMO NA RITUALÍSTICA MAÇÔNICA – Monteiro, E. Carvalho

O GRANDE LIVRO DOS SIGNOS E SIMBOLOS, VOL. I e II - O’Connell, Mark & Airey Raje.

O LIVRO DAS FIGURAS HIEROGLÍFICAS – Flamel, Nicolas

O LIVRO DE HIRAM – Christofher Knigth e Robert Lomas

O LIVRO SECRETO DA MAÇONARIA – Baçam, Lourivaldo Perez

O MISTÉRIO DO PERGAMINHO DE COBRE DE QUMRAN – Feather, Robert

O PERGAMINHO SECRETO – Sinclair, Andrew

O QUE DEVE SABER UM MESTRE MAÇOM - Papus

O SIMBOLISMO DA MAÇONARIA - Mackey, albert G.

ORTODOXIA MAÇÔNICA – Ragon, J.M.

OS FRANCO-MAÇONS – Michael, Johnstone

OS PRINCÍPIOS DAS LEIS MAÇÔNICAS – VOL. I e II – Ed. Universo dos Livros

OS RITOS E MISTÉRIOS DE ELEUSIS – Wright, Dudley

OS SEGREDOS DO TEMPLO DE SALOMÃO – Gest, Kevin L.

OS SÍMBOLOS MÍSTICOS – Mallon, Brenda

PEQUENA HISTÓRIA DA MAÇONARIA – Leadbeater, C.W.



RELAÇÃO DE LIVROS INDICADOS PARA ESTUDO

RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO 1º. Ao 33º. – Camino, Rizzardo

RITUAIS MAÇÔNICOS BRASILEIROS – Pires, Joaquim da Silva

SEJA UM CONSTRUTOR SOCIAL – Bianchi, Alberto Gabriel

TRATADO DE CIÊNCIAS OCULTAS – Papus

TRÊS LIVROS DE FILOSOFIA OCULTA – Agrippa, Henrique Cornélio

TRIÂNGULO MÍSTICO ROSACRUZ – Figueiredo, Cordelia Alvarenga



A seguir, apresentamos uma pequena amostra do que consideramos fundamental em termos de publicações:


. A Simbólica Maçônica - Jules Boucher - Editora Pensamento/S. Paulo

. História e Doutrina da Franco-Maçonaria - Marius Lepage - Editora Pensamento/S. Paulo

. O Rito Escocês Antigo e Aceito - José Castellani - Editora A Trolha/Londrina

. Cartilha do Aprendiz Maçom - José Castellani - Editora A Trolha/Londrina

. Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz - José Castellani - Editora A Gazeta Maçônica/ S. Paulo

. Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons - Alec Mellor - Editora Livraria Martins Fontes/ S. Paulo

. Os Grandes Problemas da Atual Franco-Maçonaria - Alec Mellor - Editora Pensamento/S.Paulo

. O Simbolismo do Templo - Raimón Arola - Editora Objetiva/Rio de Janeiro

. Dicionário de Símbolos - Juan-Eduardo Cirlot - Editora Moraes/S. Paulo

. Geometria Sagrada - Nigel Pennick - Editora Pensamento/S. paulo

. A Franco-Maçonaria - Jean-Pierre Bayard - Publicações Europa-América/ Portugal

. Curso de Maçonaria Simbólica - Aprendiz/Companheiro/Mestre - Theobaldo Varoli Filho - Editora A Gazeta Maçônica/S. Paulo

. Simbolismo do Primeiro Grau - Rizzardo Da Camino - Editora Aurora/ Rio de Janeiro

. A Maçonaria Operativa - Nicola Aslan - Editora Aurora/Rio de Janeiro

. Comentários ao Ritual de Aprendiz Maçom - Nicola Aslan - Editora Aurora/Rio de Janeiro

. Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo - Nicola Aslan - Editora Aurora/Rio de Janeiro

. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia - Nicola Aslan - Editora Artenova/Rio de Janeir





12/06/2021

Hino a Aton e Salmo 104 - Semelhanças







O Grande Hino a Aton é um texto religioso do Antigo Egito cuja autoria é atribuída ao faraó do Império Novo Amen-hotep IV, mais conhecido pelo nome de Aquenáton, que governou o Egito entre 1351 e 1334 AEC

Tem sido apontadas as semelhanças entre o hino e o Salmo 104 da Bíblia, o que para alguns sugere uma relação entre o monoteísmo de Aquenáton e o monoteísmo abraâmico, que surgiu cerca de 1800 AEC. Porém, hoje em dia sugere-se que as semelhanças são oriundas do mesmo substrato cultural do Médio Oriente. Muito mais do que um monoteísmo, as concepções religiosas de Aquenáton seriam um henoteísmo exacerbado.



Adoração se Ré-Horakhti, que se regozija da luz no seu nome de Chu que é Aton, que vive eternamente; o grande Atom vivente que está em festa de regeneração, o senhor de tudo que o disco abrange, senhor do céu, senhor da terra, senhor da morada de Aton em Akhetaton; [adoração do] rei do Alto e do Baixo Egito, que vive de Maât, o senhor das coroas, Akhenaton, de grande duração de vida e a sua grande rainha amada, a senhora das Duas Terras, Neferneferuaton Nefertiti, que vive para sempre, em saúde e em beleza:
Ay, o vizir, flabelífero à direita do rei, diz:
 

Apareces na perfeição da tua beleza,
No horizonte do céu,
Disco vivente,
Criador de vida;
Elevas-te no horizonte a oriente,
Enches cada região com a tua perfeição.
Tu és belo, grande, brilhante,
Erguido acima de todo o universo,
Os teus raios abraçam as regiões
Até ao horizonte de tudo o que crias.
Tu és o princípio solar [Ré],
Reges o país até os seus limites,
Ligá-los através do teu filho que amas.


Afastas-te,
Contudo os teus raios tocam a terra,
Estás frente a nossos olhos, o teu caminho permanece desconhecido;
Deitas-te no horizonte ocidental,
O universo está nas trevas, como morto.
Os homens dormem nos seus quartos,
Cabeça tapada,
Ninguém reconhece o irmão.
Roubemos-lhe os bens debaixo da cabeça,
Não se apercebe de nada.
Todos os leões saem dos seus covis,
Todos os répteis mordem.
O mundo gira em silêncio,
É a mais profunda treva,
O seu criador repousa no horizonte.


Tu [Aton] ergues-te pela alba, no horizonte,
Raias, disco solar do dia,
Dissipas as trevas, expandes os teus raios.
O duplo país está em festa,
Os homens acordam,
Erguem-se sobre os seus pés,
És tu quem faz que eles se levantem.
Os corpos purificados, vestem-se,
Os braços desenham gestos de adoração ao teu acordar.
O universo inteiro põe-se ao trabalho,
Cada rebanho satisfeito com a sua pastagem,
Árvores e ervas verdejam,
Os pássaros, que voam de asas abertas para fora dos ninhos,
Executam atos de adoração ao teu Poder vital.
Todos os animais saltitam sobre as patas,
Todos os que voam, todos os que movem,
Vivem ao teu acordar.
As barcas dão à vela,
Subindo e descendo a corrente,
Cada dia está aberto,
Tu apareces.
No rio os peixes saltam
Em direção ao teu rosto,
Os teus raios penetram no coração da Terra Verde [o mar].


Tu fazes com que o embrião nasça dentro das mulheres
Tu produzes a semente dentro do homem,
Tu dás vida ao filho no seio materno,
Tu dás-lhe a paz
Com que pára as lágrimas.
Tu és a ama-de-leite
Do que ainda se abriga no seio,
Tu dás constantemente o sopro
Para conferir vida a todas as criaturas.
No momento em que a criatura sai da matriz para respirar,
Tu abres-lhe completamente a boca,
Tu ofereces o que é necessário.
O pequeno pássaro está no ovo,
Pipila na sua casca,
No interior tu dás-lhe o sopro,
Tu dás-lhe vida.
Tu organizas-te para ele,
Um tempo de gestação medido com rigor,
Tornando-o completo;
Parte a sua casca pelo interior;
Sai do ovo, pipila,
No momento estabelecido,
Sai andando sobre as patas.


Como são numerosos os elementos da criação,
Escondidos a nossos olhos,
Deus único sem igual.
Tu crias o universo segundo o teu coração-consciência,
Quando estavas sozinho.


Homens, rebanhos, animais selvagens,
Tudo o que vive sobre a terra,
Deslocando-se abre os próprios pés,
Tudo que está nas alturas
E voa, asas estendidas,
Os países da Síria e do Sudão,
O país do Egito,
Tu colocas cada homem na sua função,
Tu outorgas-lhe o que lhe convém.
As línguas são múltiplas
Na sua forma de se exprimirem,
Os seus caracteres são diferentes,
A cor da pele é distinta,
Tu diferenciaste os povos estrangeiros.
Tu criaste o Nilo no mundo inferior,
Tu fá-lo surgir segundo a tua consciência
Para dar vida aos homens do Egito,
Da mesma forma que o fizeste para ti mesmo.
Tu és o seu Senhor,
Tu preocupas-te com eles,
Senhor de todas as regiões,
Tu ergues-te para elas.
Disco do dia, grande de dignidade,
Dás vida a cada país estrangeiro, ainda que afastado,
Tu colocas um Nilo no céu,
Ele desce para eles,
Dá forma às correntes de água
Para regar os seus campos e as suas cidades.
Como os teus desenhos são excelentes,
Ó Senhor da eternidade,
Ó Nilo no céu
É um dom de Ti aos estrangeiros,
A cada animal do deserto que anda sobre as próprias patas;
Para a terra Amada [O Egito],
O Nilo vem do mundo inferior.


Os teus raios amamentam todos os campos,
Tu ergues-te,
Eles vivem, crescem para ti.
Tu regulas harmoniosamente as estações,
Desenvolves toda a criação.
O inverno tem por função dar a frescura,
O calor fazer com que os homens te apreciem.
Tu crias o sol ao longe,
Ergues-te nele,
Beijas com o olho toda a criação,
Tu continuas na tua Unidade.
Ergues-te
Na tua forma de disco vivo,
Que aparece e resplandece,
Que está longe,
Que está próximo,
Tu retiras eternamente
Milhões de formas a partir de ti mesmo,
Continuas na tua Unidade.
Cidades, regiões, campos, rios,
Todos os olhos te vêem na sua frente,
Tu és o disco do dia
Sobre o universo.
Afastas-te,
Nenhum dos seres por ti engendrado existe
A não ser para contemplar-te unicamente a ti.
Nenhum dos que engendras te vê,
Tu resides no meu coração.
Não existe outro que te conheça,
Com exceção do teu filho Akhenaton,
Tu dás-lhe conhecimento dos teus projetos,
Do teu poder.


O universo vem ao mundo sobre a tua mão,
Como tu o crias.
Ergues-te,
Ele vive.
Deitas-te,
Ele morre.
Tu és a extensão durável da vida,
Vivemos de ti.
Os olhos fixam continuamente a tua perfeição,
Até ao teu deitar,
Deitas-te a ocidente,
Todo o trabalho pára.
Ao teu acordar,
Fazes crescer todas as coisas para o faraó;
O movimento apodera-se de cada perna,
Pões em ordem o universo,
Fá-lo surgir para teu filho,
Proveniente do teu Ser,
O rei do Alto e do baixo Egito,
Que vive da harmonia universal,
o senhor do duplo país,
Filho de Ré,
Que vive da harmonia universal,
Senhor das coroas,
Akhenaton,
Que a duração da sua vida seja grande!
Que a sua grande esposa que ele ama,
A senhora do duplo país,
Nefertiti,
Viva e rejuvenesça,
Para sempre, eternamente.



 
Salmo 104


1 Bendiga o Senhor a minha alma!


Ó Senhor, meu Deus, tu és tão grandioso!
Estás vestido de majestade e esplendor!
2 Envolto em luz como numa veste,
ele estende os céus como uma tenda,
3 e põe sobre as águas dos céus
as vigas dos seus aposentos.
Faz das nuvens a sua carruagem
e cavalga nas asas do vento.
4 Faz dos ventos seus mensageiros
e dos clarões reluzentes seus servos.


5 Firmaste a terra sobre os seus fundamentos
para que jamais se abale;
6 com as torrentes do abismo a cobriste,
como se fossem uma veste;
as águas subiram acima dos montes.
7 Diante das tuas ameaças as águas fugiram,
puseram-se em fuga ao som do teu trovão;
8 subiram pelos montes
e escorreram pelos vales,
para os lugares que tu lhes designaste.
9 Estabeleceste um limite
que não podem ultrapassar;
jamais tornarão a cobrir a terra.


10 Fazes jorrar as nascentes nos vales
e correrem as águas entre os montes;
11 delas bebem todos os animais selvagens,
e os jumentos selvagens saciam a sua sede.
12 As aves do céu fazem ninho junto às águas
e entre os galhos põem-se a cantar.
13 Dos teus aposentos celestes
regas os montes;
sacia-se a terra com o fruto das tuas obras!
14 É o Senhor que faz crescer o pasto para o gado,
e as plantas que o homem cultiva,
para da terra tirar o alimento:
15 o vinho, que alegra o coração do homem;
o azeite, que lhe faz brilhar o rosto,
e o pão que sustenta o seu vigor.
16 As árvores do Senhor são bem regadas,
os cedros do Líbano que ele plantou;
17 nelas os pássaros fazem ninho,
e nos pinheiros a cegonha tem o seu lar.
18 Os montes elevados pertencem
aos bodes selvagens,
e os penhascos são um refúgio para os coelhos.


19 Ele fez a lua para marcar estações;
o sol sabe quando deve se pôr.
20 Trazes trevas, e cai a noite,
quando os animais da floresta vagueiam.
21 Os leões rugem à procura da presa,
buscando de Deus o alimento,
22 mas ao nascer do sol eles se vão
e voltam a deitar-se em suas tocas.
23 Então o homem sai para o seu trabalho,
para o seu labor até o entardecer.


24 Quantas são as tuas obras, Senhor!
Fizeste todas elas com sabedoria!
A terra está cheia de seres que criaste.
25 Eis o mar, imenso e vasto.
Nele vivem inúmeras criaturas,
seres vivos, pequenos e grandes.
26 Nele passam os navios,
e também o Leviatã,
que formaste para com ele brincar.


27 Todos eles dirigem seu olhar a ti,
esperando que lhes dês o alimento no tempo certo;
28 tu lhes dás, e eles o recolhem,
abres a tua mão, e saciam-se de coisas boas.
29 Quando escondes o rosto,
entram em pânico;
quando lhes retiras o fôlego,
morrem e voltam ao pó.
30 Quando sopras o teu fôlego,
eles são criados,
e renovas a face da terra.


31 Perdure para sempre a glória do Senhor!
Alegre-se o Senhor em seus feitos!
32 Ele olha para a terra, e ela treme,
toca os montes, e eles fumegam.


33 Cantarei ao Senhor toda a minha vida;
louvarei ao meu Deus enquanto eu viver.
34 Seja-lhe agradável a minha meditação,
pois no Senhor tenho alegria.
35 Sejam os pecadores eliminados da terra
e deixem de existir os ímpios.


Bendiga o Senhor a minha alma!


Aleluia!






Fontes:
https://www.biblegateway.com/passage/?search=Salmos%20104&version=NVI-PT
http://leopoldina-emummundodistante.blogspot.com/o-grande-hino-aton-na-integra
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Grande_Hino_a_Aton

04/12/2020

Salmo 133 - O Salmo Maçom




Salmo 133


Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.



Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Salmo_Ma%C3%A7om
Salmo: 133:1-3

10/01/2018

Os Simbolos da Maçonaria e seus Signinificados


Estudar o simbolismo maçônico é esforçar-se para tornar efetiva a Verdade encontrada ou descoberta, de forma que a cada passo do pé esquerdo (inteligência ou compreensão da Verdade) corresponda um igual passo do pé direito (aplicação prática daquela Verdade), em perfeito esquadro com o primeiro. Nisto deve o maçom de qualquer grau, aplicar-se com todas suas energias, pois nunca perde mesmo com seu progresso na carreira maçônica, seu caráter inicial de aprendiz.

 

Os símbolos na Maçonaria podem dividir-se em três tipos:

1) Símbolos religiosos tradicionais:

a) O triângulo, o delta luminoso, os três pontos: o símbolo evoca, nas suas três formas, a ideia da divina Trindade; 





O triângulo é o símbolo da divindade. Por isso, no centro do Delta Sagrado brilha a letra IOD (letra cabalística que significa “Deus” ou “Princípio”). A letra IOD é a inicial do Tetragrama IEVE. IEVE, então, representa o inominável nome de Deus, cuja verdadeira pronúncia não é conhecida. Por ser um dos mistérios do interior do Templo de Israel, era priva-tiva do sumo sacerdote a permissão para pronunciá-lo, e só uma vez por ano, no dia da expiração, o 10º da Lua de Hhishri, o primeiro mês do calendário judaico.


b) O Templo de Salomão e os seus adornos;


Etimologicamente, a palavra templo relaciona-se com o sânscrito tamas, "escuridão", de onde vem também o latim tenebrae (por temebrae), "Trevas". Significa, portanto, lugar escuro, e por conseguinte "oculto", aludindo ao antigo costume de construir os templos em grutas ou criptas subterrâneas, fora da luz exterior e ao amparo da indiscrição profana.



2) Símbolos herméticos e alquímicos:

a) Os quatro elementos: terra, ar, água e fogo; os três princípios da Grande Obra: enxofre, o sal e o mercúrio;




b) A fórmula V.I.T.R.I.O.L. - Visita o interior da terra e, retificando, descobrirás a pedra oculta. "Trata-se de um convite à investigação do Ego profundo, que não é senão a própria alma humana, no silêncio e na meditação" segundo Jules Boucher.


 

O Simbolismo dos elementos da Câmara
 

A Vela
A Câmara de reflexões é iluminada apenas pela luz de uma vela ou de uma lamparina. Há várias interpretações sobre este símbolo. Pode ser a primeira luz da Maçonaria que o profano recebe, de início fraca, para que o profano, através dos pensamentos que o ambiente lhe sugere, possa acostumar a sua visão espiritual à luz deslumbrante das verdades que lhe serão reveladas.
A luz dessa vela é o reflexo e a representação da divindade no plano terrestre. É ela o único asilo seguro contra as paixões e perigos do mundo e que proporciona o repouso, o discernimento e a luz da inspiração, quando a Ela se recorre.
Esse clarão simboliza então a lâmpada da razão, iluminando a Câmara que não é outra coisa senão o interior do homem, dando lhe assim a esperança de um mundo novo e diferente, que se abre a sua frente, mundo do qual ele não pode fazer uma idéia precisa, mas que na iniciação haverá de descobrir.

O Galo
O galo representa o Mercúrio, principio da Inteligência e da Sabedoria. Essa ave é, também, um símbolo de Pureza.
O Galo é um gerador da esperança, o anunciador da ressurreição, pois seu canto marca a hora sagrada do alvorecer, ou seja, a do triunfo da Luz sobre as Trevas. A sua presença na Câmara de Reflexões simboliza o alvorecer de uma nova existência, visto que o iniciante vai morrer para a vida profana e renascer para a vida maçônica, sendo ele o signo esotérico da Luz que o Profano vai receber.
Também simboliza a Vigilância que o iniciado deve manter relativamente ao papel que desempenha na sociedade. Também simbolizado por forças adormecidas que a Iniciação pretende realizar, esotericamente simbolizado pela “força moral”, indestrutível, guiando os passos do Maçom dentro e fora do Templo.


A Bandeirola
Colocada por baixo do Galo traz inscritas as palavras Vigilância e Perseverança. Consideradas do ponto de vista etimológico, essas palavras podem significar “vigiar severamente”. Indicam ao Futuro Maçom que deve, a partir daquele momento, prestar toda a atenção e investigar os vários sentidos que podem oferecer os símbolos, os quais, só conseguirá entender completamente através de uma paciente Perseverança. Assim como o dever moral, que o Maçom deve colocar em prática dedicando-se a uma Vigilância constante. É também a difícil tarefa de desbastar a Pedra Bruta que só alcança algum sucesso, quando realizada com a mais firme Perseverança.

O Crânio
A presença de um Crânio pode despertar no profano alguns pensamentos, através dos quais ele poderá imaginar a representação, pela caixa óssea, da inteligência e Sabedoria, da qual ela é símbolo. A Sabedoria é tão importante para o nosso cotidiano como o conjunto de nossa existência e para as grandes decisões. Pode ser vista como a Razão governando a prática pela teoria.
Assim como na Câmara, os ossos são um mero complemento do Crânio como símbolos da Morte.

A Ampulheta
Como é um instrumento para medir o tempo, é considerado na Maçonaria, um símbolo que mostra, pelo escoamento da areia, o rápido transcorrer do tempo, e recorda ao profano a brevidade da existência humana, aonde têm um significado esotérico com diversas interpretações.
O tempo passa e voa, e a vida sobre a terra é semelhante ao cair da areia. Por isso é preciso saber aproveitá-la em coisas úteis e proveitosas para si próprio e também para a humanidade. Pois uma vida dedicada ao acumulo de riquezas e ao gozo dos prazeres sensuais não contribui para a felicidade de ninguém, é uma vida desperdiçada. O iniciante deve lembrar que as pequenas porções do tempo juntam-se umas as outras e terminam no seio da Eternidade.

A Foice
Símbolo muitas vezes não utilizado, mas que representa o símbolo da destruição e da morte, que em dado momento perturba a vida de qualquer pessoa, sem distinção de classe social. Pode ser interpretada como também, um símbolo do tempo, mostrando-nos a curta duração de nossa existência terrena e despertando-nos o medo.


O Pão e a Água
Tende a assemelhar a Câmara de Reflexões a uma masmorra, onde o profano deve ser recolhido. Mas o Pão simboliza o laço de fraternidade entre os irmãos e a Água é o símbolo da purificação. São emblemas da simplicidade que deverá reger a vida do futuro iniciado, assim como alimentos do corpo e do espirito, os quais são indispensáveis, mas que não devem ser o único objetivo da vida.
Sendo assim, é o elemento indispensável à vida, e o pão, provindo do trigo, simboliza a força moral e o alimento espiritual.

O Sal
É o símbolo da mão estendida, representando a hospitalidade. Os antigos Greco-Romanos o simbolizavam pela amizade, finura e limpeza da alma e da alegria. Seria como se fosse algum dizer de boas vindas ao iniciante, mostrando-lhe que ele será acolhido alegremente, com todo o coração, e que ele há de se sentir em “sua casa”. Assim, o profano, com o espirito livre, se entregará inteiramente à conquista das verdades prometidas.

O Mercúrio
Representado pelo Galo, é um símbolo não apenas de Vigilância e Coragem, como também de Pureza. Princípio fêmea, na alquimia, é considerado Hermeticamente como o princípio da Inteligência e Sabedoria.

Enxofre
É considerado o princípio macho, na alquimia. É o símbolo do espírito e por isso simboliza o ardor.

 


“ A pedra Filosofal é um Sal perfeitamente purificado, que coagula o Mercúrio afim de fixá-lo em um Enxofre extremamente ativo. Esta fórmula sintética resume a Grande Obra em três Operações que são: a purificação do Sal, a coagulação do Mercúrio e a fixação do Enxofre”.



3) Utensílios maçônicos: 

a) O compasso: medida na procura;




b) O esquadro: retido na ação;




c) O maço: vontade na aplicação;




d) O fio de prumo: profundidade na observação;





e) O nível: atuação correta dos conhecimentos; 




f) Avental: simboliza o trabalho constante;





g) Régua: Simboliza o aperfeiçoamento.







O triângulo da Nudez



 
 
- O despojo de todo convencionalismo que impede a sincera manifestação de seus sentimentos e de suas aspirações mais profundas (nudez do peito esquerdo);
- Do orgulho intelectual, que impede o reconhecimento da Verdade (nudez do joelho direito); 
- Da insensibilidade moral, que impede a prática da Virtude (nudez do pé esquerdo).




Os Três Anos

Os três anos do Aprendiz e os três passos de sua marcha, ainda lembrando as três viagens da iniciação, são evidentemente o símbolo do tríplice período que marcará as etapas de seu estudo e de seu progresso. Estes três períodos referem-se particularmente às três artes fundamentais (Gramática, Lógica e Retórica) a cujo estudo deve aplicar-se, ainda que deva contentar-se com dominar unicamente a primeira, por ser a perfeição da segunda e da terceira, respectivamente, o objeto do domínio dos Companheiros e Mestres.



Águia Bicéfala

Deus meumque jus
"Deus e meu direito"

E acrescenta, no verbete águia bicéfala: Segundo Frazer, este símbolo, de origem hitita, teria sido retomado na idade Média pelos Turcos seljúcidas, emprestados destes pelos Europeus durante a época das Cruzadas, para chegar por este caminho às armas imperiais da Áustria e da Rússia. É símbolo armorial da casa imperial dos Habsburgos, varrida da Europa pelas diversas revoluções democráticas.
A dupla cabeça lembra a dupla face da divindade Janus, permitindo-lhe olhar em diversas direções, bem como ao passado e ao futuro.
As cores branca e negra estão diretamente relacionadas a obra da Arte Real, envolvendo a purificação da matéria.




As Três Colunas



Sabedoria, Força e Beleza, os três pilares da construção maçônica, correspondem aos arcanos III, XI e XVII do Tarô, que figuram a mais alta inteligência teórica, a energia prática aplicada judiciosamente e o sentido estético que sabe tudo idealizar.



A linguagem alegórica da Maçonaria deve, com efeito, ser meditada com cuidado. Os símbolos generalizam aquilo que as palavras especificam. Eles permitem expressar ideias gerais que representam leis imutáveis do pensamento humano. Eles não têm um valor determinado e invariável, mas são susceptíveis, ao contrário, a ser vistos de múltiplos pontos de vista, dando lugar, a cada vez, a interpretações análogas, mas diferentes. Não se saberia, pois, expor tudo aquilo que pode significar um símbolo. Não há nunca, num símbolo, senão aquilo que se sabe ver. O simbolismo é uma escrita que é preciso aprender a ler. 
Daquele unicamente, para quem os símbolos não são mais letra morta pode-se dizer que é um Pensador e um real Iniciado.





Fontes:
O Simbolismo Hermético - Oswald Wirth
A Simbólica Maçônica - Jules Boucher