01/02/2026

Idá, Pingalá e Sushuma - Definições


                                




OS GRANDES CANAIS

Existem, além dos 24 Meridianos, outros três canais de energia, muitíssimo importantes para o autoconhecimento e a saúde, e que são considerados como os Meridianos-chefes. Os canais localizam-se ao longo da coluna vertebral. 

Nas tradições hindus são chamados de Ida, Pingala e Sushumna.

Este último corre dentro da coluna vertebral e os outros dois passam ao lado da coluna. Ida e Pingala nascem nos testículos (ou ovários), passam pela coluna vertebral e vão até o centro do cérebro, mais precisamente na glândula pineal (ou epífise). Finalmente, chegam aos terminais olfativos.

Dentro das tradições esotéricas ocidentais, esses dois canais são esquematizados com o Caduceu do Deus Mercúrio.



DEFINIÇÕES DE IDÁ E PINGALÁ

Ida é o canal que nasce no testículo direito (e na mulher no ovário esquerdo) e carrega uma energia "lunar", passiva, e sua cor, vista clarividentemente, é pálida.

Pingalá é o canal que nasce no testículo esquerdo (e na mulher no ovário direito) e por ele circula a energia ativa da natureza, "solar", impetuosa. Esses dois canais se unem, depois de subir ao longo da coluna vertebral, exatamente na glândula pineal (considerada pelos antigos como o assento do Espírito Divino dentro do corpo físico).

Da pineal esses canais partem até chegar aos terminais olfativos.

(Portanto, caro estudante, não estranhe se nos ensinamentos gnósticos alguém lhe disser que o nariz e a energia sexual estão intimamente relacionados. Isso é a total verdade. Essa relação se da principalmente pelos canais acima citados.)

A título de curiosidade, damos outros nomes aos dois canais: 

Idá também é conhecido como Ganges, Sasi, Lalana, Pitryana e Chandra. 

E Pingalá: Sarasvati, Mihira, Rasana, Devayana e Surya.

Já nas tradições esotéricas ocidentais, esses dois canais são chamados de Gabriel ou Mercúrio (Idá) e Miguel ou enxofre (Pingalá). E na tradição cristã esotérica, os dois canais são batizados como as duas Testemunhas do Apocalipse.



DEFINIÇÃO DE SUSHUMNA

Dentro da Laya Yoga, Sushumna È um canal sutilíssimo, tão fino quanto um fio de cabelo (visto clarividentemente), que passa pelo centro da coluna vertebral (chamada de Merudhandra, ou Monte Meru, em cujo ápice, o cérebro, mora o Senhor Shiva). Porém, dentro dele passa outro canal, chamado Vajrini. E dentro desse último passa um canal mais fino ainda, batizado com o nome de Chitrini. ...
Por Chitrini que sobe (por meio de determinados artifícios e exercícios muito especiais), a energia espiritual mais poderosa do
Universo, e que está encerrada dentro do ser humano: Kundalini



Fonte:
http://www.gnosisonline.org

01/01/2026

Mandalas


O Que é uma mandala

Os primeiros registros de mandalas são datados do século VIII, na região do Tibete. Estando espalhadas também em diversos outros países do oriente, como Índia, China e até mesmo no Japão. Em todos os locais a palavra mandala é uma expressão derivada do sânscrito.

O significado da palavra mandala em sânscrito é círculo, que consiste inúmeros significados, externamente como uma representação visual do universo ou internamente como um guia para várias práticas que ocorrem em muitas tradições asiáticas, incluindo a meditação. No hinduísmo e no budismo, a crença é que, ao entrar na mandala e prosseguir em direção ao seu centro, você é guiada através do processo cósmico de transformar todo o sofrimento em alegria e felicidade.

Significado da Mandala

Mandala é um símbolo espiritual e ritual no hinduísmo e no budismo. Os desenhos circulares simbolizam a ideia de que a vida nunca acaba e tudo está conectado. A mandala representa o universo e a jornada espiritual de cada um de nós. Às vezes é desenhada como um círculo envolvendo um quadrado com uma divindade em cada lado que é usada principalmente para auxiliar na meditação e no yoga. Além disso os seus designs têm como objetivo remover pensamentos indesejáveis, e permitir que a mente criativa relaxe e funcione livremente. As pessoas criam e olham as mandalas para centrar o corpo e a mente..
Onde e quando elas foram criadas?

Os primeiros registros de criação de mandalas data do século 8, na região em que fica localizado o Tibete. Desde o princípio os desenhos eram usados na religião budista como uma forma de concentração e auxílio na meditação.

No mesmo período também foram encontradas mandalas nas regiões da Índia, China e mais tarde no Japão. Fazendo parte assim, não só do budismo, bem como do hinduísmo e até do taoismo, onde os símbolos yin e yang são considerados uma mandala.

Mandalas e seus significados

As mandalas estão em alta e presentes em nosso cotidiano. Seja em artesanatos ou em tatuagens, existem vários tipos de mandalas e elas podem ter muitos significados.

Mandalas são desenhos de formas geométricas concêntricas. Ou seja, que se desenvolvem a partir de um mesmo centro. Desde o princípio, os desenhos são denominados de yantras.

As formas podem ser criadas com diversos materiais, mas sempre são extremamente coloridas. O meio mais comum de criar mandalas é através de tintas coloridas em papel ou tela. Contudo, alguns templos budistas guardam a tradição da confecção de mandalas com ferro ou madeira.

Há ainda um outro método de criação de mandalas ainda mais especial, que é feito por monges budistas de alguns templos ao redor do mundo. Nesses templos os monges estudam por anos a arte da criação de mandalas usando areia colorida. A confecção do desenho pode se estender por horas ou dias e quando o desenho é completado ele é imediatamente destruído. Só então o material usado é descartado em algum rio. Essa arte serve para representar que tudo na vida é passageiro.






































Fontes:
https://blog.vidatarot.com.br/tipos-de-mandalas/
https://yogateria.com.br/mandala/
https://www.estudopratico.com.br/o-que-e-mandala/
https://yogateria.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mandala-yogateria3-scaled-1536x1024.jpg
https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2018/08/mandalas-o-que-e.jpg
https://www.imagick.com.br/mandalas/

01/12/2025

Poesias Esotéricas de Fernando Pessoa



                                         


Quão alto fui para o que todos são
Quão baixo para o quanto quis em mim
Vi e toquei o que a outros é visão
Em sombras ou desejos, vaga e escura
Na confusão da confusão sem fim
Sou hoje a minha própria sepultura
Tenho deserto e alheio o coração.


                      


Com o escopro e o malhete do alcançar
Quebrei a Pedra Cúbica do altar.
E a Pedra Cúbica abriu-se em Cruz.
Quebrara o Altar, então a mim quebrei
Então em sangue
sobre o centro da Cruz me derramei
Alli, sacrificado ou sacrifício
Exausto, nullo, senti meu enfim
Aquelle coração que era fictício 

Consegui. Paz Profunda meus irmãos.



E então vi que essa Cruz em que converso
Jazia o altar outrora meu
Era, em Cruz de Luz, todo o Universo
E que essa Cruz era quem fora eu.
Sobre ella a Luz Perfeita em mim erguida
Cahira numa inteira identidade
Pois esta Pedra Cúbica partida
E a minha alma em Luz Pura resolvida
Eram a mesma coisa. Eram a Vida e a Verdade.




Fonte:
https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/18974/2/Fabio%20Mendia.pdf
Paginas: 381-382

01/10/2025

As 42 LEIS DE MAAT




42 Confissões Negativas para Maat (Papiro de Ani)

As 42 Confissões são uma espécie de mandamentos de retidão para os egípcios, como o decálogo o é para judeus, cristãos e muçulmanos. Eram recitados em reuniões religiosas.

01. Eu não pequei.
02. Eu não roubei com violência.
03. Eu não furtei.
04. Eu não assassinei homem ou mulher.
05. Eu não furtei grãos.
06. Eu não me apropriei de oferendas.
07. Eu não furtei propriedades do deus.
08. Eu não proferi mentiras.
09. Eu não desviei comida.
10. Eu não proferi palavrões.
11. Eu não cometi adultério.
12. Eu não levei alguém ao choro.
13. Eu não senti o inútil remorso.
14. Eu não ataquei homem algum.
15. Eu não sou homem de falsidades.
16. Eu não furtei de terras cultivadas.
17. Eu não fui bisbilhoteiro.
18. Eu não caluniei.
19. Eu não senti raiva sem justa causa.
20. Eu não desmoralizei verbalmente a mulher de homem algum.
21. Eu não desmoralizei verbalmente a mulher de homem algum. (repete a afirmação anterior, mas direcionada a um deus diferente).
22. Eu não me profanei.
23. Eu não dominei alguém pelo terror.
24. Eu não transgredi a lei.
25. Eu não fui irado.
26. Eu não fechei meus ouvidos às palavras verdadeiras.
27. Eu não blasfemei.
28. Eu não sou homem de violência.
29. Eu não sou um agitador de conflitos.
30. Eu não agi ou julguei com pressa injustificada.
31. Eu não pressionei em debates.
32. Eu não multipliquei minhas palavras em discursos.
33. Eu não levei alguém ao erro. Eu não fiz o mal.
34. Eu não fiz feitiçarias ou blasfemei contra o rei.
35. Eu nunca interrompi a corrente de água.
36. Eu nunca levantei minha voz, falei com arrogância ou raiva.
37. Eu nunca amaldiçoei ou blasfemei a deus.
38. Eu não agi com raiva maldosa.
39. Eu não furtei o pão dos deuses.
40. Eu não desviei os bolos khenfu dos espíritos dos mortos.
41. Eu não arranquei o pão de crianças nem tratei com desprezo o deus da minha cidade.
42. Eu não matei o gado pertencente a deus.





Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maat